Escrevo sobre a angustia dos dias, dos pesos sobre os ombros, da dor que aperta a garganta.
Escrevo, talvez, sobre o sentimento da solidão, em suas mais diversas formas: a solidão do desamparo sobre o peso do mundo, a solidão do desamparo frente ao não entendimento, a solidão do desemparo do silêncio com o outro.
Escrevo, sobretudo, porque em mim as palavras caladas estão a muito para transbordar.
Há, dentro de mim, um sentimento que precisa de vazão. Há, dentro de mim, um sentimento que precisa voar: a angústia dos dias. A angústia do desamparo. A angústia da solidão.
Escrevo porque há em mim algo próximo a dor de Dora "tenho medo que um dia você também me esqueça".
Escrevo, dessa forma, para tentar encontrar em mim algum sentido, algum norte, algo que me indique porque caminho, porque existo, porque persisto.
Escrevo, veja, para me salvar.
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